Esta é a 3ª edição dos textos de “Fundações”. A 1ª edição de, 1979, destinou-se aos alunos de “Estruturas Especiais” do 5º ano da FEUP. A 2ª edição, de 1991, não teve grandes alterações em relação à primeira e já se destinou aos alunos de “Fundações” do 4º ano do curso de Engenharia Civil da U. M. (2º semestre). Esta nova edição já contem grandes alterações em relação à de 1991 e, em princípio, destinar-se-à a uma disciplina anual.
Introduziram-se em geral alterações que contemplam os eurocódigos, em vias de implementação, principalmente o EC 7 relativo ao projecto geotécnico. Praticamente todos os eurocódigos se encontram ainda em fase de actualização e só as pré-normas respectivas estão a ser aplicadas. Nomeadamente o EC 2 (Betão Armado) e o EC 7 não têm ainda versão definitiva. Por outro lado o RSA (Regulamento de Segurança e Acções) e o REBAP (Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-esforçado), ainda não foram revogados, o que torna a situação algo indefinida, podendo o dimensionamento dos orgãos de fundação em Betão Armado fazer-se pelo RSA + REBAP ou pelo EC1 (Segurança e acções) + EC2. A situação de indefinição levou a que na disciplina de Betão Armado e Pré-esforçado da U.M. se estejam a aplicar as normas espanholas respectivas (1991) (EH.91).
Além de frequentes referências ao EC7, nos diferentes capítulos refere-se também o tratado de Joseph Bowles, 5ª edição (1996) “Foundations Analysis and Design”. Enquanto que no EC7 o dimensionamento é sempre feito por coeficientes parciais de segurança, Bowles usa sistematicamente o dimensionamento por tensões de segurança e portanto adopta um coeficiente global de segurança. Por isso resolvemos no texto, a par desta forma clássica de tratar a segurança, usar paralelamente coeficientes parciais de segurança.
ÍDICE RESUMIDO:
Capítulo 1
Características de resistência e de deformação dos terrenos Pág.
1.1 Parâmetros de projecto. Ensaios de campo; ensaios laboratoriais I-1
1.2 Correlações I-2
Capítulo 2
Introdução ao Eurocódigo 7. Dimensionamento Geotécnico
2.1 Objectivo II-1
2.2 Categorias geotécnicas II-1
2.3 Segurança. Fsg Global. Fs Parciais II-3
Capítulo 3
Capacidade de carga de fundações. Revisão do formulário.
Fundações c/ base inclinada; em talude; em solo estratificado
3.1 Fórmula geral III-2
3.2 Valores dos factores III-2
3.3 Aplicações III-8
3.4 Solos estratificados com duas camdas III-14
Capítulo 4
Assentamentos de Fundações
4.1 Transmissão de tensões em profundidade. (Elasticidade linear, Boussinesq) IV-1
4.2 Assentamento de sapatas à superfície (meio elástico) IV-5
4.3 Assentamento de uma sapata à profundidade D em meio elástico IV-7
4.4 Valores limites de assentamento IV-16
Capítulo 5
Fundações Superficiais (sapatas e blocos de fundação)
5.1 Elementos de betão armado para dimensionamento de fundações V-1
5.2 Considerações gerais sobre o tipo de fundação directa mais apropriada: blocos, sapatas isoladas, sapatas contínuas, sapatas com vigas de equilíbrio. Ensoleiramentos gerais



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