Para um leigo no assunto, fica difícil expressar com segurança o que vem a ser fotogrametria. Etimologicamente, a palavra “fotogrametria” vem a ser “photon- luz, graphos– escrita, metronmedições”, ou medições executadas através de fotografias. Muitas abordagens e discussões para o tema foram desenvolvidas ao longo do último século, tornando tal assunto confuso para aqueles que estão tomando um primeiro contato com o mesmo. Entretanto, o consenso geral define tal termo, a grosso modo, como a ciência e tecnologia de se obter informação confiável, através de imagens adquiridas por sensores.
Informação confiável– seja ela sob a forma de um mapa, lista de coordenadas, modelo tridimensional ou qualquer outro modo de representação geometricamente classificado dentro de tolerâncias de precisão e acurácia desejáveis. Esses requintes variam de aplicação para aplicação, como por exemplo, a identificação do desvio de uma viga de sustentação em uma usina nuclear, que tolera erros de ordem de milímetros ou menos ou a confecção de uma carta em escala 1:250000, onde são tolerados erros da ordem de metros.
Imagens– Imagens ópticas podem ser definidas como “a reprodução aparente de um objeto, formado por um sistema de lentes ou espelhos, a partir de ondas luminosas refletidas, refratadas ou difratadas” (Encyclopædia Britannica, 2001). Tal conceito, pôde, durante anos, cobrir a definição para “imagem” utilizada pela fotogrametria, pois os processos fotogramétricos concentravam-se somente nas imagens fotográficas, cobrindo a faixa do visível (ou seja, ondas eletromagnéticas de 0,4 a 0,7 µm).
Hoje em dia, no entanto, diversos sensores são capazes de imagear nas diversas regiões do espectro eletromagnético, gerando uma profusão de informação nunca antes imaginada. Assim, pode-se definir como “imagens utilizadas pela fotogrametria” as representações das interações eletromagnéticas entre um ou mais objetos captadas por um dado sensor, em um dado momento.



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